O amor é uma escultura que se molda sozinha.
É uma flor inesperada que brota, sem estação do ano para surgir, nem para morrer.
Devia esquecer o amor, mas esse não desiste de mim: me agarra, me devora.
Somos autores e personagens.
Nos vestimos nos camarins, rimos ou choramos atrás das cortinas.
Vendemos entradas; às vezes vendemos a alma.
Sou marcada pelo susto da beleza, pelo terror da perda e pela profunda chaga de amar.

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